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  • Camilla Matos

Feito no Brasil: afinal, porque isso é tão importante?

Atualizado: 17 de Fev de 2019


Quando você compra uma roupa nova, você costuma olhar aquela etiqueta interna que diz o país de origem?

Se você tem o hábito de dar pelo menos uma espiadinha na etiqueta de composição das suas roupas antes de cortá-las e jogá-las fora (tudo bem, todo mundo faz isso), você já deve ter reparado que, cada vez mais, as roupas que compramos são feitas em países como Turquia, Índia, China e Bangladesh, ao mesmo tempo em que está cada vez mais raro encontrar algo feito aqui no Brasil. Mas você já se perguntou porque algo tão simples precisou ser feito tão longe?


As grandes empresas de varejo têm optado por produzir suas roupas nestes países em função dos baixos custos de produção. É por isso que, mesmo tendo viajado tantos quilômetros até chegar nas araras brasileiras, estes produtos ainda assim conseguem ter preços menores do que aqueles que são produzidos por aqui. Só que estes custos tão baixos acabam impactando diretamente na vida dos trabalhadores que produzem essas roupas, no meio-ambiente e na nossa economia.


Segundo a ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), a importação de vestuário cresceu 25x no Brasil em um período de 10 anos, enquanto a nossa produção continua caindo ano após ano.


Algumas questões sociais - quem fez suas roupas?


Se uma peça de roupa consegue custar barato mesmo tendo vindo de muito longe (alto custo de transporte) e ainda assim consegue gerar lucro para as empresas envolvidas, quem está realmente pagando o preço desta roupa? Todos os trabalhadores da cadeia têxtil.


Desde 2014, movimentos como o Fashion Revolution têm trazido à tona as péssimas condições de trabalho a que os trabalhadores da cadeia têxtil são submetidos no mundo inteiros e, principalmente, nos países de onde mais importamos roupas baratas (isso mesmo: China, Bangladesh, Índia, etc). Segundo o movimento, mais de 75 milhões de pessoas estão envolvidas no processo produtivo têxtil no mundo (agricultores de algodão, tecelãs, costureiras, entre outros), porém, a maioria destas pessoas vive em condições de pobreza, estando sujeitos à exploração física e verbal, trabalhando em locais insalubres e com salários muito baixos.


Aqui no Brasil, infelizmente não estamos livres de empresas que produzam desta forma. A todo momento vemos novos casos de marcas famosas que mantêm suas produções em oficinas que empregam imigrantes em condições análogas à escravidão. De qualquer forma, sabemos que o nosso país possui leis que protegem os trabalhadores, e devemos estar atentos às marcas que possuam muito processos trabalhistas ou que sejam descobertas utilizando de mão-de-obra escrava.


Para saber mais:

Fashion Revolution Brasil

Slowly - 6 documentários para repensar o consumo de moda


(no próximo post, vamos falar um pouquinho mais sobre o impacto na nossa economia quando compramos algo feito no Brasil)


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